12 julho, 2012


Eu era muitas. Ali, sentada na varanda espiando a noite que passa, eu era dura. Era menina que chora e pede colo de Deus também. Era menina esvoaçante, cheia das vontades e abundantes quereres. Era menina matreira, carregada de medos e sonhos grandões. Era menina que se cuida e se arrisca, menina que mede os passos e que se joga. Menina que morde, menina que assopra.
Eu era muitas. Ali, sentada na varanda espiando a noite que passa, eu era firme. Era menina que estende os braços e abriga as pessoas com sorriso. Era menina danada, cheia de palavras boas e bem-querer. Era menina moleca, carregada de amor e ilusões. Era menina que chora e aplaude, menina que pisa na bola e que sorri. Menina que chora, menina que vibra. Eu era muitas. Ali sentada na varanda espiando a noite que passa, escolhendo a menina que caberia em mim.

Hoje eu tou pra menina semeadora do bem. Plantando sonhos nos quintais dos Homens.

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